30 janeiro, 2017




Cada átomo de silêncio é a oportunidade de um fruto maduro.

Paul Valéry


CT, Objectos do Céu Profundo, 2016















28 janeiro, 2017

A Woolf

George Charles Beresford, Virginia Woolf, 1902

27 janeiro, 2017

A outra Woolf

Vanessa Bell, Auto-retrato, c.1915

25 janeiro, 2017

Celia Paul

Lucian Freud, Girl in Striped Nightshirt, 1985

24 janeiro, 2017

Bella

Lucian Freud, Bella (detalhe), 1981

23 janeiro, 2017

pombas, búzio

Henri Cartier-Bresson, Henri Matisse Studio, 1944

22 janeiro, 2017

 CT,  Cardo e cavalo-marinho à noite, sobre pintura, jan 2017


21 janeiro, 2017









































CT, Cardo à noite sobre pintura,  janeiro 2017

Pierre e Edouard

Pierre Bonnard e Edouard Vuillard numa viagem a Itália, 1899

20 janeiro, 2017


A beleza é tão grande e nós somos
tão frágeis... Estou a falar do impossível e da vida


Daniel Faria, O Livro de Joaquim



CT, Objectos do Céu Profundo, 2016

19 janeiro, 2017

a irrazoável esperança

Suponho que, arbitrariamente contrariando o sentido real da história, eu de algum modo já me prometia por escrito que o ócio, mais que o trabalho, me daria as grandes recompensas gratuitas, as únicas a que aspirava. É possível também que já então meu tema de vida fosse a irrazoável esperança, e que eu já tivesse iniciado a minha grande obstinação: eu daria tudo o que era meu por nada, mas queria que tudo me fosse dado por nada. Ao contrário do trabalhador da história, na composição eu sacudia dos ombros todos os deveres e dela saía livre e pobre, e com um tesouro na mão.


Clarisse Lispector, Contos

CT, Objectos do Céu Profundo, 2016

18 janeiro, 2017

Anise Kolz

Os meus poemas são-me estranhos
como pinturas rupestres

Ignoro a sua origem e idade
por vezes reconheço um  pormenor
um animal familiar


Anise Kolz, Cantos de Recusa

17 janeiro, 2017

Anise Kolz

Os poemas
que ainda não foram escritos
pesam sobre mim
como a sombra acumulada
de um verão


Anise Kolz, Cantos de Recusa

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14 janeiro, 2017

Matisse, recortes

Lydia Delectorskaya, Henri Matisse, 1952

13 janeiro, 2017

o céu claro

Alexander Calder, Snow Flurry I, 1948




























Avança cada instante inteiro e antigo
vejo-me visto leio-me lido
tudo está feito.
(E se perdemos a memória do encontro
como diremos da manhã
o céu claro?)

João Miguel Fernandes Jorge, Sobre o Mar e a Casa

11 janeiro, 2017

novíssima poesia brasileira

a Torre Eiffel é que é de ferro
eu sou de titânio e osso


Danielle Magalhães

Saul Leiter

Saul Leiter, Remy,c.1950
(parabéns, t.)

10 janeiro, 2017

09 janeiro, 2017

08 janeiro, 2017

Eva e Rita

Eva Hesse, s/ título, 1966







































queria mesmo que o poema tivesse uma qualidade profética,
                     que inaugurasse um universo paralelo
           mas o poema é bidimensional; ele tem a velocidade
          de gotas descendo espáduas octagenárias, incorrendo
               em cada vinco, hesitando nos profundos sulcos,

                            
                                           ensaiando um desvio
                                       a cada acidente epidérmico
                                             causado pelos anos.


Rita Isadora Pessoa


07 janeiro, 2017

Aleksandr Rodchenko, Hanging Construction, 1920













































(...) Vi perfeitamente a progressão 
Do desenho, e como ele se detinha na contemplação de cada
Anjo.

Maria Gabriela Llansol, O Começo de Um Livro é Precioso


06 janeiro, 2017

_____________Estas árvores balouçam na sua hesitação
Mas prosseguem. Os ramos mais altos precipitam-se,
Abrem no ar pousadas. Os mais baixos ocupam. Sol não 
Falta. Há apenas a curva do caminho com incidências
Drásticas na sua respiração. Sim, há ainda as concorrentes,
As sementes ininterruptas, e o incompreensível desprezo
Dos Humanos. Parasceve não diz. Se o cortarem, não
Reagirá________«Porque não entendeis a leveza de prosseguir


Maria Gabriela Llansol, "O Começo de um Livro é Precioso"

04 janeiro, 2017

por tudo o que tomba


por tudo o que tomba
sem se reerguer sem
sequer lembrar da queda
        pela sombra
que nunca é proporcional
   à luz         
                 pela sombra
que não é proporcional
de maneira alguma
                      à luz


Rita Isadora Pessoa


(novíssima, belíssima poesia brasileira)



02 janeiro, 2017

o poema

o poema ele não se curva
                            ele é tão domesticável quanto uma onça

                                     fumando charutos cubanos.


Rita Isadora Pessoa

01 janeiro, 2017