14 março, 2014

Agora juntas ao teu peso                         
tudo o que é leve,                                                       (para F.)

agora desmascaras
o sempre nomeado
mas sem nome,
agora mandas os martelos-
mecânicos, os fura-sílabas
para debaixo do esporão
daquele
que te leva a saltar para o outro lado
da ardilosa madeira da sebe,

agora
escreves.

Paul Celan, A Morte É Uma Flor

Um comentário:

Frederico George disse...

QUE BOM!!!!!