15 maio, 2008

Thoreau



Nenhum método nem disciplina suplanta a necessidade de permanecer sempre alerta.

Henri David Thoreau, “Walden ou A Vida nos Bosques”

05 maio, 2008

joão em londres 4


André Dérain, "St.Paul'Cathedral seen from the Thames", 1906

04 maio, 2008

Ousa ser feliz.

Goethe

joão em londres 3


André Dérain, "Blackfriars Bridge", 1906

03 maio, 2008

joão em londres 2


André Dérain, "Charing Cross Bridge", 1906

joão em londres


André Derain, "London Bridge", 1906

02 maio, 2008

Malik Sidbé


Malik Sidbé, "You Look Beautiful Like That"

28 abril, 2008

o primeiro abstracto


Kandinsky, s/ título

25 abril, 2008



A liberdade é uma flor entranhada no sol.

(Francisco e João - Clube da Imaginação)

22 abril, 2008

Michael Borremans


Michael Borremans, "Trickland", 2002

20 abril, 2008

Ho-Kusai pintou os cem aspectos de uma montanha.
Como seria a vossa Face pintada por um chinês?

Blaise Cendrars, "Prosa do Transiberiano"

16 abril, 2008

quatro fadas


Michael Borremans, "Four Fairies", 2003

15 abril, 2008

one


Michael Borremans, "One", 2003

14 abril, 2008

marcel duchamp


Marcel Duchamp, "Rotoreliefs", 1935

13 abril, 2008

robert e frederico


Rober Mapplethorpe, "Leaf", 1989


w:
é uma flor.voa como uma flor. morre.como o coração

Frederico Mira George, "Silenciário", 2008

09 abril, 2008

Fust Milán

Os anjos são escuros. Não vês a espada nas suas mãos?
Quando lampejam na luz, cruzam, então, o Sol e seus negros círculos luminosos,
e o Sol abre-se para eles. Porque eles voam com espadas nas mãos
e cobrem seus pobres olhos - santo, santo, santo, gritam -, lá em cima, aos raios,
e os raios empinam-se diante deles, sim.
E como cãezinhos, assim se baixam Lua e Sol diante deles,
e, como os patos, também as estrelas voam, grasnando, diante deles,
e a sua terrível humildade fá-las explodir imediatamente.

Fust Milán (1888-1967)

08 abril, 2008

clube da imaginação

Se eu fosse uma palavra seria a palavra Oxigénio porque era de toda a gente.

(Ana Rita)
http://clubedaimaginacao.blogspot.com

Wislawa Szymborska

Nada mudou.
O corpo é sensível à dor,
precisa de comer, respirar e dormir,
por baixo da pele fina corre sangue,
tem a provisão adequada de dentes e unhas,
ossos quebráveis e articulações extensíveis.
Nas torturas tudo isto é tomado em conta.

Nada mudou.
O corpo treme como tremia
antes e depois da fundação de Roma,
no século vinte antes e depois de Cristo,
torturas sempre as houve e haverá, só a terra ficou mais pequena
e o que quer que aconteça, é como se fosse aqui ao lado.

Nada mudou.
Apenas há mais gente,
juntaram-se novas às velhas culpas,
reais, inusitadas, instantâneas, nenhumas,
mas o grito, com o qual o corpo por elas paga,
foi, é, e será o grito da inocência,
segundo o registo da escala secular.

Nada mudou.
Talvez apenas as maneiras, as cerimónias, as danças.
O gesto das mãos para proteger a cabeça
continua a ser o mesmo.
O corpo contorce-se, debate-se, tenta escapar,
cai redondamente, encolhe os joelhos,
torna-se roxo, incha, saliva e sangra.

Nada mudou.
Excepto o curso dos rios,
a linha das florestas, dos desertos e glaciares.
É nestas paragens que vagueia a alma,
Parte, volta, vai e vem
alheia a si mesma, intangível,
ora certa, ora incerta da sua existência.
Mas o corpo está e está e está,
sem ter outra saída.

Wislawa Szymborska, “Gente na Ponte” , 1986

07 abril, 2008

Wallace Stevens

CADÊNCIA DE MARTE
(…)
III

Que tinha essa estrela a ver com o mundo que iluminava,
Com o vazio dos céus sobre a Inglaterra, sobre a França
E sobre os acampamentos alemães? Parecia estar alheia.
E, no entanto, é isto que permanecerá – ela própria
É tempo, alheio a qualquer passado, alheia a
Qualquer futuro, o ser que sempre é
O que sempre respira e mexe, o fogo permanente,


IV
O presente próximo, o presente realizado.
Não o símbolo, mas aquilo por que o símbolo está,
A coisa, viva no ar, que nunca se transforma
Se bem que o ar se transforme. Só esta noite eu a vi de novo,
No princípio do Inverno, e de novo respirei
E de novo me movi e de novo cintilei, o tempo de novo cintilou.

Wallace Stevens, “Partes de um Mundo”