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| Vivian Maier, s/título , 1969 |
21 dezembro, 2018
16 dezembro, 2018
15 dezembro, 2018
A morte
Antigamente sabia-se (ou talvez se pressentisse) que se trazia a morte dentro de si, como o fruto o caroço. As crianças tinham dentro uma pequena e os adultos uma grande. As mulheres tinham-na no seio e os homens no peito. Tinha-se, a morte, e isto dava às pessoas uma dignidade particular e um calmo orgulho.
Rainer Maria Rilke, Os Cadernos de Malte Laurids Brigge (trad. Paulo Quintela)
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| Vivian Maier, Auto-retrato, 1954 |
10 dezembro, 2018
09 dezembro, 2018
08 dezembro, 2018
Luz e silêncio
Destino e condição dos corpos luminosos
é o desamparo. Mesmo intimamente
a luz é doação, abrindo, abençoando,
nada defendendo. É nesse desabrigo
que encontra o seu abrigo, ou seja, a perfeição.
Assim é o silêncio também desabrigado:
enganam-se os que nele procuram um reduto
pois o silencioso a tudo fica exposto.
Destino e condição dos corações amantes
é darem-se tão frágeis em luz e em silêncio
que buscam um refúgio de Deus no próprio Deus
ficando assim perfeitos como lâmpadas na morte.
Carlos Poças Falcão, Sombra Silêncio
é o desamparo. Mesmo intimamente
a luz é doação, abrindo, abençoando,
nada defendendo. É nesse desabrigo
que encontra o seu abrigo, ou seja, a perfeição.
Assim é o silêncio também desabrigado:
enganam-se os que nele procuram um reduto
pois o silencioso a tudo fica exposto.
Destino e condição dos corações amantes
é darem-se tão frágeis em luz e em silêncio
que buscam um refúgio de Deus no próprio Deus
ficando assim perfeitos como lâmpadas na morte.
Carlos Poças Falcão, Sombra Silêncio
07 dezembro, 2018
Eduardo Chillida
”Este lugar es el origen de todo. Él es el verdadero autor de la obra. Lo único que hice fue descubrirlo. Es imposible hacer una obra como ésta sin tener en cuenta el entorno. Sí, es una obra que he hecho yo y que no he hecho yo”
Eduardo Chillida
Eduardo Chillida
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| Eduardo Chillida, El Peine del Viento (O Pente do Vento), 2008 |
05 dezembro, 2018
02 dezembro, 2018
28 novembro, 2018
Tea for Three (Four)
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| Cristina Tavares, Tea for Three (Four), novembro 2018 |
O que nos liga é o que
nos liberta.
António Ramos Rosa,
Quando o inexorável, 1983
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poesia,
poesia portuguesa
27 novembro, 2018
26 novembro, 2018
25 novembro, 2018
24 novembro, 2018
23 novembro, 2018
Aniversário de Herberto
Deito coisas vivas e mortas no espírito da obra.
Minha vida extasia-se como uma câmara de tochas.
Herberto Helder, O Poema Contínuo
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Cristina Tavares,
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poesia portuguesa
22 novembro, 2018
21 novembro, 2018
A secret about a secret
Cristina Tavares, A secret about a secret, Porto 2018
A photograph is a secret about a secret. (Diane Arbus)
20 novembro, 2018
Ferreira Gullar
Onde começo, onde acabo,
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja
periferia é o centro?
Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas:
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.
Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.
Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.
Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em seu olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.
Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.
Ferreira Gullar, Antologia Poética
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